Você já foi solicitado de surpresa para falar de algo que tem domínio e ficou com a voz embargada, não falou nem um décimo do que queria e saiu de lá se sentindo o último dos últimos, arrependido até o último fio de cabelo? Eu já e remoí esse sentimento ruim por dias e dias…

Neste artigo, vou explicar porque isso acontece.

A voz é um poderoso instrumento de comunicação. Por meio dela podemos dar sentidos diferentes às palavras. É possível, com as mesmas palavras, transmitir segurança ou insegurança, medo ou coragem, convicção ou dúvida.

Quando terminei a faculdade de fonoaudiologia, atuei durante 5 anos no atendimento clínico. Eu me lembro de muitas pessoas que buscavam terapia fonoaudiológica para ter “uma voz mais projetada” e esses casos sempre foram intrigantes para mim. Em sala, após orientar o paciente sobre a anatomia e fisiologia da produção vocal, ensiná-lo a distinguir os diferentes tipos de ressonância da voz – modificação e amplificação do som -, ensinava exercícios que o ajudavam a produzir uma voz cheia de poder e projeção. Com o andar das sessões, em sala, meu cliente usava esses recursos na comunicação comigo. Contudo, na hora de se despedir da minha secretária, sua voz voltava a soar fechada e sem brilho.  E, em muitos casos, existia uma grande dificuldade em levar a voz da sala de atendimento para a comunicação na vida real. E eu questionava: por quê?

Essa foi uma das buscas que me levaram a deixar o atendimento clínico e mergulhar no mundo do autoconhecimento e a trabalhar o desenvolvimento da comunicação de profissionais por meio desse viés. E eu descobri que antes de uma pessoa “ter uma voz mais projetada” para os outros, ela precisa “ser uma pessoa projetada” em primeiro lugar para ela mesma.

Em todas as situações que vivenciamos, assumimos uma identidade que nos organiza para atuar ali. Essa identidade precisa estar em sintonia com nosso senso de missão e pertencimento na situação vivenciada, nossos reais pensamentos, sentimentos, valores e nossa habilidade denos expressar com foco e segurança. O nome disso é“presença”. “Presença” é um assunto que me encanta, justamente porque em um período da vida eu sentia falta dela constantemente.

Quando estamos presentes nos sentimos bem para sermos quem somos! Nossa comunicação verbal e não verbal se alinham naturalmente. Nossos gestos são mais firmes, temos postura mais aberta e atenta, nossa expressão facial é relaxada e autoconfiante, nossa voz mais colocada e projetada. Todos esses aspectos se combinam com autenticidade e ressoam com coerência para quem nos vê e escuta. Nossas ideias se tornam irresistíveis e nos projetamos naturalmente.

Desenvolver “presença” te ajuda a enfrentar situações desafiadoras quando objetivos e expectativas estão em jogo: uma entrevista de emprego, uma apresentação em público, uma venda importante, uma conversa difícil. É a presença que vai te levar a sair dessas situações com a satisfação de ter sido o melhor de você e ter entregado o melhor que podia em sua comunicação.

Sou Cecília Lima, aplico trabalhos individuais, cursos e palestras para desenvolver profissionais para que conheçam o melhor de si e construam um nome forte em sua área de atuação por meio de uma comunicação clara, autêntica e valorosa.

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