Hoje vivenciei uma cena interessante… Estava descendo para a garagem do prédio onde moro, o elevador parou em um determinado andar e entrou um casal, com uma menininha de um ano ou um ano e alguns meses. E criança estava em pé no chão.

Comecei a interagir com a garotinha perguntando se iria passear, aonde iria e dizendo que estava linda. Os pais iam respondendo timidamente às perguntas que eu fazia para a garotinha… Quando saímos do elevador, eu disse “tchau, bom passeio”. Os três saíram na minha frente e, imediatamente, a menina olhou para trás, com um jeitinho reservado, para continuar interagindo comigo com gestos, dando um tchauzinho discreto. E assim foi caminhando até sua mãe dizer: “Fulana, olha para frente!”

A cena me chamou a atenção, pois acredito que experiências como essa, vivenciadas com certa frequência na primeira ou segunda infância, podem resultar em modelos mentais de adultos com poucas opções diante de situações que requerem interação social.

Não estou querendo fazer aqui uma comparação do perfil “introvertido” com “extrovertido”, pois acredito que ambos perfis podem estar presentes em grandes comunicadores. Refiro-me àqueles momentos vivenciados por muitos – e já por mim no passado -, nos quais a pessoa tem vontade de contribuir com sua ideia, de interagir de forma mais espontânea e não o faz por temer o julgamento alheio ou por medo de errar ou por medo de não ser aceito.

Muitos jovens ou adultos não conseguem enxergar opções de resposta – além da opção de não se expressar ou do silêncio – quando fazem contato com pessoas ainda não conhecidas, quando gostariam de colocar as ideias com conforto em situações nas quais o seu conhecimento é requisitado e também quando são convidados para se apresentarem a públicos maiores.

Mas quais as outras opções que poderiam ser oferecidas pelos pais à menininha na situação que descrevi acima?

– Olha filha, a tia está conversando com você! Vamos contar para ela que vamos à casa da vovó?

– E você, tia? Também vai passear?

– Conta para a tia que você acabou de fazer um aninho!

Na saída do elevador, talvez o casal pudesse parar e esperar a criança dar tchau com tranquilidade, com sua forma discreta e desejar um bom domingo!

Assim como para ela havia muitas opções disponíveis, para você que se identifica com esses desafios também há. Como seria se você fizesse perguntas para conhecer um pouco mais sobre a vida das pessoas em situações em que são apresentadas às mesmas. Como seria se ao invés de ficar calado em reuniões, pudesse usar perguntas para entender e clarear os cenários. Que tal olhar nos olhos ao invés de olhar para baixo enquanto fala? Como seria optar por pensar que ao expor suas ideias você está tendo a oportunidade de contribuir com seu conhecimento e crescendo em sua carreira ao invés de pensar que está sendo julgado pelos outros? Que tal comunicar o que pensa com sua própria entonação de voz e equilíbrio? São muitas possibilidades para você vivenciar os relacionamentos interpessoais com conforto, respeitando sua essência e seus valores.

Essas opções não mudarão sua personalidade – e acredite: isso não é necessário! Elas apenas trarão mais leveza, prazer e alegria para sua vida social e te ajudarão a crescer usando o que há de melhor em você.

Eu sou Cecília Lima, desperto e desenvolvo a excelência em pessoas para que se apresentem e se relacionem com confiança, autenticidade e clareza em todas as suas interações sociais e, assim, obtenham uma vida de conquistas, significado e realização.

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